quarta-feira, 19 de junho de 2013

ATIVIDADE 4



Resumo da Dissertação: “Um Retrato da Área de Neurociência e Comportamento no Brasil”.

A neurociência compreende o estudo do sistema nervoso e suas ligações com toda a fisiologia do organismo, incluindo a relação entre cérebro e comportamento, as doenças do sistema nervoso e seus reflexos em todas as funções do indivíduo, procurando métodos de diagnóstico, prevenção e tratamento, além da descoberta das causas e mecanismos. O controle neural das funções vegetativas – digestão, circulação, respiração, homeostase, temperatura –, das funções sensoriais e motoras, da locomoção, reprodução, alimentação e ingestão de água, os mecanismos da atenção e memória, aprendizagem, emoção, linguagem e comunicação, são temas de estudo da  neurociência.
Muitas doenças do sistema nervoso são totalmente incapacitantes, outras provocam prejuízos de diferentes níveis de gravidade. Dados do National Institute of Health - NIH (2002) mostram que, na população dos EUA, dentre as doenças neurológicas que em geral se instalam na infância: (1) a epilepsia afeta cerca de 2,5 milhões de norte-americanos; (2) a paralisia cerebral ocorre em 750.000 nascimentos; (3) o autismo atinge 400.000 crianças; e (4) os tumores cerebrais são a segunda causa de morte por câncer em crianças até 15 anos.
As doenças do sistema nervoso são muito difíceis de serem tratadas, mas tem havido progressos notáveis nos últimos anos, decorrentes do grande esforço de pesquisa em neurociência. São, ainda, listados pelo documento do NIH tratamentos promissores para doenças do sistema nervoso em estudo, incluindo drogas, vacinas, estimulação elétrica, transplantes celulares, fatores de crescimento naturais, próteses neurais, terapia gênica e intervenções comportamentais.
Há programas de pós-graduação em Neurociências e Comportamento com este nome ou com o nome de Psicobiologia, na UFRN, na UFSC, na USP, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP-RP e na UNIFESP. Estima-se que 20% da produção científica brasileira da área biológica e biomédica sejam de neurociência.
As diversas áreas representadas nas neurociências brasileiras surgiram de forma espontânea, de meados do século passado para cá, refletindo oportunidades de treinamento em centros do exterior para os pioneiros da área. Sua diversificação cobre uma razoável extensão do campo das neurociências, embora ainda existam muitas lacunas. Mais do que cobrir todas as lacunas, contudo, devemos pensar no que seria relevante procurar desenvolver em nosso meio. Propostas de alguns objetivos que poderão direcionar futuras direções de desenvolvimento.
·         Objetivo 1. Preservação e incentivo às linhas de pesquisa existentes
Ampliar e fortalecer as linhas de pesquisa já bem estabelecidas e dedicar esforços para a expansão das linhas emergentes que já se instalaram.
·         Objetivo 2. Incorporação da revolução trazida pela genética
Seja nas linhas existentes, seja em novos programas, a pesquisa em neurociências deverá, em futuro imediato, considerar e incorporar os novos avanços da genética, em consonância com o que está ocorrendo no plano internacional.
·         Objetivo 3. Incentivo à pesquisa clínica
Para a tradução dos novos avanços genéticos ou de novos medicamentos e procedimentos em geral, em métodos terapêuticos e de diagnóstico, há necessidade de se incentivar a pesquisa translacional realizada por meio da pesquisa clínica com seres humanos.
·         Objetivo 4. A incorporação de novas tecnologias
A área de pesquisas de neuroimagem e, em especial, a ressonância magnética funcional, precisa se desenvolver nos próximos anos, em nosso meio, sob pena de ficarmos em grande defasagem com os países desenvolvidos.





REFERÊNCIA:

VENTURA, D. F. Um Retrato da Área de Neurociência e Comportamento no Brasil. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Universidade de São Paulo, v. 26, n. especial, p. 123-129, 2010

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